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Pensão alimentícia: o que você precisa saber

Pensão alimentícia: o que você precisa saber

Falar de pensão alimentícia não é simples. Envolve emoções, responsabilidades e, muitas vezes, um momento de vulnerabilidade. Mas também é um assunto que precisa ser tratado com clareza porque, no fim, é sobre garantir o que seu filho precisa para crescer com dignidade.

Antes de tudo: a pensão é direito da criança, não da mãe ou pai

É importante reforçar isso.

A pensão alimentícia não é um favor e nem um “acordo entre adultos”. Ela existe para assegurar que a criança tenha o necessário para se desenvolver bem e isso inclui muito mais do que comida.

O que a pensão alimentícia cobre?

A Justiça entende “alimentos” como tudo o que garante uma vida adequada:

  • alimentação
  • moradia
  • roupas
  • saúde (remédios, consultas, exames)
  • educação (mensalidade, transporte, material escolar)
  • lazer compatível com a idade
  • despesas extras (como fraldas, creche, enxoval, quando o bebê é pequeno)

O valor não é fixo para todos os casos. Ele é definido com base em dois pontos:

  1. Necessidades da criança
  2. Capacidade financeira de quem paga

O objetivo é equilíbrio — nem de menos, nem de forma que prejudique o sustento do outro responsável.

Como pedir pensão alimentícia?

Existem três caminhos:

1. Acordo amigável

Os pais definem juntos o valor e formalizam por escrito, com assinatura de ambos.

O ideal é homologar na Justiça para ter validade legal.

2. Ação de alimentos no Judiciário

Quando não há acordo ou o outro responsável recusa-se a contribuir.

3. Pedido via Defensoria Pública

Opção gratuita para quem não pode arcar com advogado.

E se a pensão não for paga?

A falta de pagamento abre portas para medidas legais sérias:

  • desconto direto em folha de pagamento
  • bloqueio judicial de contas e bens
  • protesto do nome
  • prisão civil do devedor (em casos de atraso de 3 meses ou mais)

Essas medidas existem para proteger a criança mas nenhuma mãe ou pai deveria precisar chegar até esse ponto.

E quando o valor não é suficiente?

Se as despesas aumentaram (como escola, saúde, mudança de rotina), é possível pedir revisão da pensão.

Do mesmo jeito, se quem paga tiver queda comprovada de renda, ele pode pedir revisão para baixo.

A Justiça busca equilíbrio, não punição.

E quando o pai não reconhece a criança?

É possível pedir pensão mesmo antes do reconhecimento formal.

A Justiça pode determinar pensão provisória e iniciar o processo de investigação de paternidade.

Por que esse assunto importa tanto?

Porque você não deveria enfrentar tudo sozinha.

Criar um filho é responsabilidade compartilhada — emocional, física e financeira.

A pensão não substitui presença, não cura feridas e não resolve conflitos mas garante algo essencial: segurança para a vida que está sob seus cuidados.

E quando a mãe se sente segura, a criança cresce mais protegida também.

Se você está passando por isso, saiba que você tem direitos, tem caminhos e não precisa carregar esse peso sem apoio. O Portal da Gestante está aqui para te orientar com firmeza e acolhimento, sempre.